Para tí, isto é um simples escape,
para mim, isto é tudo...
estas aventuras que se abastecem da tua adernalina
consomem-me o coração, a minha alma, a MIM.
ver-te satisfeito e indiferente
é ponto de partida para a derrota final.
Estou tão partido...
Estou desfeito!
Tu não existes
Tu não me queres
Tu não apareces
Tu és invisível
Tu és horrível
Tu és tortura
Tu és tudo e nada!
Nada Muda.
sábado, 9 de outubro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Ringing Bambino's Bell
Brevemente... A serie que todos esperavam...
Felipe Bambino em
Ringing Bambino's Bell
opening credits:
Felipe Bambino em
Ringing Bambino's Bell
opening credits:
sábado, 4 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
O meu destino está fora de mim e eu aceito
Sou eu despida de medos e culpas, confesso
Refrão
Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã
Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
Amanhã, pensar nisso sempre me dá mais jeito
Fazer de mim pretérito mais que perfeito
Refrão
Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã, amanhã
Hoje eu vou fugir para não me dar a vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã, amanhã, amanhã
Flutuo
nexo
Estou sem nexo,
sem sexo,
sem razão para existir.
Não sabes o que queres...
Nunca sabes!
Antes soubesses para deixar tudo em prato limpos.
A espera esgota-me a alma!
Não tenho lágrimas,
Nem coragem.
Não deveria de existir.
sem sexo,
sem razão para existir.
Não sabes o que queres...
Nunca sabes!
Antes soubesses para deixar tudo em prato limpos.
A espera esgota-me a alma!
Não tenho lágrimas,
Nem coragem.
Não deveria de existir.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O Sono de Percival
O justo é injusto, o injusto justo é.
Débil julguei ouvir tua voz a desoras.
Um lamento lento, por certo a voz
do vento. Secarei, talvez como o feno,
não dormindo, nem noites, nem dias.
Soluço abafado, sussurro apenas
perceptível após a brancura
obliterante do relâmpago,
quando cessa o fragor que o excede
e a chuva cai e tudo se cala,
terei ouvido tua voz. Secarei,
talvez, como o feno. O justo
é injusto, o injusto justo é.
Procurei no horto e no deserto,
sob o cavo ruído das torrentes
subterrâneas, na imemorial
pedra circular com que o humano
terror balizou os horizontes
do tempo. No espectro da rosa
dos ventos, no vento espectral
da rosa. Seria a voz do vento,
pintura da minha imaginação
doente, a vigília do sono,
a febre dos sentidos,
não dormindo noites e dias
para ouvir tua voz. O justo
é injusto, o injusto justo é
para ouvir tua voz.
Secarei como o feno.
Para ouvir tua voz.
Rui Knopfli, in "O Corpo de Atena"
Débil julguei ouvir tua voz a desoras.
Um lamento lento, por certo a voz
do vento. Secarei, talvez como o feno,
não dormindo, nem noites, nem dias.
Soluço abafado, sussurro apenas
perceptível após a brancura
obliterante do relâmpago,
quando cessa o fragor que o excede
e a chuva cai e tudo se cala,
terei ouvido tua voz. Secarei,
talvez, como o feno. O justo
é injusto, o injusto justo é.
Procurei no horto e no deserto,
sob o cavo ruído das torrentes
subterrâneas, na imemorial
pedra circular com que o humano
terror balizou os horizontes
do tempo. No espectro da rosa
dos ventos, no vento espectral
da rosa. Seria a voz do vento,
pintura da minha imaginação
doente, a vigília do sono,
a febre dos sentidos,
não dormindo noites e dias
para ouvir tua voz. O justo
é injusto, o injusto justo é
para ouvir tua voz.
Secarei como o feno.
Para ouvir tua voz.
Rui Knopfli, in "O Corpo de Atena"
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